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Governo Angolano Propõe Formação em Teologia para Pastores — Fim dos Falsos Profetas?

Angola vive uma verdadeira crise de credibilidade religiosa. Igrejas surgem como negócios lucrativos, sem regulação efetiva. Muitos líderes usam o púlpito como palanque de manipulação, prometendo milagres em troca de ofertas, vendendo “óleo santo”, “água benta” e fazendo supostas profecias que apenas geram medo, confusão e separações familiares. Casos não faltam: mulheres que abandonam os maridos porque o “profeta” mandou; filhos que se afastam dos pais porque foram acusados de feitiçaria por pastores; pessoas que entregam o pouco que têm acreditando numa bênção imediata que nunca chega. Esses “profetas” são mestres da palavra fácil, mas sem qualquer base bíblica ou formação espiritual verdadeira. Estão cada vez mais ricos enquanto seus fiéis vivem na pobreza — material e emocional. 🎓 Formação Teológica: Uma Necessidade Urgente A exigência de formação teológica para líderes religiosos é uma medida que poderá limitar o acesso ao ministério apenas àqueles verdadeiramente comprometidos com o Evangelho. Não basta decorar versículos e gritar alto no microfone — é preciso conhecer profundamente a Palavra de Deus, entender história, ética, psicologia pastoral e, sobretudo, amar as pessoas com verdade. Assim como um médico precisa de diploma para exercer, é justo que um líder espiritual, que lida com mentes e corações, também tenha preparo técnico e espiritual. 💡 Sugestão Valiosa: Crie uma Comissão Comunitária de Avaliação Local Mesmo com a nova lei em discussão, a comunidade pode começar já a agir. Uma proposta prática e viável seria a criação de comissões comunitárias ou conselhos inter-religiosos locais. Essas comissões teriam a função de: Esses conselhos seriam compostos por representantes de igrejas tradicionais, juristas, líderes comunitários e até psicólogos — todos voluntários que querem resgatar a verdadeira função da religião: unir, orientar e transformar para o bem. ✝️ O Despertar da Fé Consciente A fé não pode ser sinônimo de alienação. Chegou o momento de separar o joio do trigo — e essa revisão da lei pode ser o primeiro passo. O povo angolano precisa aprender a dizer “não” aos falsos profetas, “não” à manipulação da fé, e “sim” a uma espiritualidade equilibrada, verdadeira e libertadora. A religião deve ser ponte, não prisão. 📢 E você, o que pensa sobre isso?Deve ou não o governo exigir formação teológica aos líderes religiosos?Sua igreja é um espaço de liberdade e transformação ou de medo e manipulação? Deixe seu comentário, compartilhe este artigo com amigos e familiares e participe do debate nacional sobre o futuro da fé em Angola. ✍️ Juntos, podemos reconstruir o respeito pela espiritualidade verdadeira.

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Angola Vai Gastar Menos nas Bandeiras do que o Previsto – Descubra o Motivo!

Angola está se preparando para comemorar os 50 anos de sua Independência Nacional, mas uma decisão importante foi tomada em relação à compra das bandeiras da República que serão usadas nas celebrações. Inicialmente, havia uma previsão de gasto de 20 milhões de dólares para a aquisição das bandeiras, mas, segundo Dionísio Manuel da Fonseca, Ministro da Administração do Território, esse valor está além das possibilidades do Executivo. A revelação foi feita durante uma entrevista em que o ministro explicou que a compra de bandeiras será feita em Angola, mas o valor de 20 milhões de dólares não será utilizado, como havia sido inicialmente planejado. Essa medida reflete uma revisão das prioridades orçamentárias do governo para garantir que os custos com as comemorações da Independência sejam mais controlados. Embora o plano de contratação anual esteja em andamento e contemple a compra das bandeiras, o ministro não forneceu detalhes sobre o número exato de bandeiras que serão adquiridas. Isso deixa um certo grau de incerteza quanto à quantidade de itens necessários para marcar as festividades de meio século da independência de Angola. Críticas e Análises: A Necessidade de Transparência A questão do custo das bandeiras e a falta de informações claras sobre o processo de compra geraram discussões sobre a transparência no uso de recursos públicos. Especialistas sugerem que, para garantir maior clareza e justiça no processo, o governo deveria abrir um concurso público para as empresas que irão fornecer as bandeiras. Isso permitiria uma concorrência mais transparente e evitaria a possibilidade de ajustes diretos e decretos que poderiam ser vistos como favorecimento a determinadas empresas. A ideia de realizar uma licitação pública não é apenas uma recomendação técnica, mas também uma forma de assegurar que o uso de recursos públicos seja feito de maneira eficiente e sem desvios. Além disso, isso poderia proporcionar um controle maior sobre os custos e garantir que o valor gasto esteja alinhado com a realidade financeira do país, especialmente em um momento em que o orçamento nacional está sendo cuidadosamente equilibrado. A Importância da Independência e das Comemorações Embora as discussões sobre a compra das bandeiras sejam essenciais para garantir a boa gestão dos recursos públicos, não podemos perder de vista o significado profundo das celebrações dos 50 anos de Independência de Angola. Esse marco é uma oportunidade para refletir sobre o passado, celebrar as conquistas do país e renovar o compromisso com o desenvolvimento e a prosperidade da nação. Para que o evento seja memorável e tenha um impacto positivo, é crucial que as celebrações ocorram de maneira eficiente e com total transparência. As bandeiras, símbolos de um país livre e soberano, devem ser adquiridas de maneira que honrem essa trajetória histórica, com respeito aos princípios de responsabilidade fiscal e boa gestão pública. Conclusão A decisão de reduzir o orçamento para a compra das bandeiras da Independência é um reflexo de uma abordagem mais prudente e responsável por parte do governo angolano. No entanto, é fundamental que o processo seja conduzido com transparência, oferecendo a todos os cidadãos a confiança de que os recursos públicos estão sendo bem geridos. Para isso, a implementação de um concurso público para a compra das bandeiras seria uma medida importante para garantir a justiça e a transparência do processo. Além disso, isso permitiria que as empresas competissem de forma justa e que os custos finais estivessem alinhados com as necessidades reais da comemoração dos 50 anos de independência de Angola. A população espera ver esse marco histórico ser comemorado de forma grandiosa, mas também com respeito aos princípios da boa gestão pública e da transparência.

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Recrutas do SME Denunciam Abandono, Maus-Tratos e Exclusão Injustificada

Um grupo de instruendos do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), que iniciou o seu processo de candidatura em 2022, denuncia publicamente situações graves de abandono, exclusão injustificada e falta de respeito pelos direitos humanos e institucionais. A principal reclamação envolve a rejeição de candidatos sob a justificativa de que ultrapassaram a idade permitida para ingresso na Função Pública, apesar de já terem passado por meses intensos de formação militar. De acordo com os relatos, em 2022, vários candidatos com idades em torno de 34 anos deram entrada aos seus processos de seleção, acreditando estar dentro dos limites legais. Segundo a legislação angolana, o limite de idade para ingresso na Função Pública é de 45 anos, o que levaria os candidatos a presumirem que estavam aptos. No entanto, após sete meses de formação, incluindo treinamentos militares intensos, jornadas sem alimentação adequada, condições de subsistência précarias e perdas de colegas por morte, os instruendos foram surpreendidos com a informação de que não estavam dentro dos parâmetros exigidos pelo SME. “Ficamos sete meses de recrutamento sem comida. Tivemos de gastar todo o nosso dinheiro para sustentar a nossa formação, acreditando que seríamos integrados no final. Agora dizem que não fomos apurados por causa da idade. Isso é desumano”, relata um dos denunciantes. Outro ponto grave levantado pelos instruendos diz respeito à substituição de candidatos formados por pessoas que supostamente não participaram do processo de recrutação. Segundo os relatos, vários novos candidatos, sem qualquer experiência ou vivência da formação, estariam a ocupar as vagas originalmente destinadas aos que passaram meses no campo de treino. “Estamos a ver as nossas vagas a serem preenchidas por pessoas que nem sabem onde fica a entrada da escola do SME. Isso é um insulto para todos que passaram fome, treinaram sob chuva e sol e perderam companheiros durante a formação”, denunciaram. Os jovens também questionam o futuro das competências adquiridas durante a formação militar. “Aprendemos técnicas de defesa, técnicas militares. Onde vamos aplicar isso agora? Vamos abrir escolas de formação policial para sustentar nossas famílias? O Estado nos formou para depois nos abandonar nas ruas?”, desabafa outro instruendo. Para os candidatos, esta situação configura um ato claro de negligência institucional e falta de transparência por parte do SME e do Ministério do Interior. Eles apelam às autoridades superiores, órgãos de justiça, imprensa e sociedade civil para que tomem conhecimento e intervenham a favor de uma solução justa. “Queremos apenas o que é justo: ou nos integram no serviço ou nos compensam por todo o sacrifício. Mas não podem simplesmente nos jogar fora como se fóssemos descartáveis. Somos cidadãos, temos famílias, e queremos contribuir para a segurança do nosso país”, concluem. O caso continua a gerar revolta entre os jovens prejudicados, que aguardam uma resposta urgente das autoridades competentes. Enquanto isso, cresce a pressão da opinião pública sobre a necessidade de uma investigação transparente e a revisão dos critérios adotados pelo SME para seleção e exclusão de candidatos.

General Nunda Política

General Nunda Revela: “Recebi Ordens para Eliminar, Mas Não Executei — Eram Apenas Intrigas”

Por Redação 10 de Abril de 2025 No ano em que Angola celebra os seus 50 anos de independência, o país continua a enfrentar um dilema que nunca foi verdadeiramente resolvido: o confronto entre o discurso oficial e a verdade histórica. Uma das vozes que veio recentemente quebrar o silêncio foi a do general Geraldo Sachipengo Nunda, ex-comandante da UNITA, que fez revelações impactantes numa entrevista à Rádio Nacional. 🎙️ O Peso das Ordens e a Voz da Consciência “Já recebi ordens para eliminar certos indivíduos e não o fiz, porque compreendia que alguns casos eram só intrigas.” A frase é forte. Vinda de um general com vasta experiência de guerra, ela mostra que mesmo no campo de batalha, há espaço para ética e discernimento. Segundo Nunda, várias ordens recebidas diretamente de Jonas Savimbi envolviam a eliminação de camaradas sob suspeitas — muitas vezes infundadas — de traição ou conspiração. O general preferiu dialogar, investigar, e muitas vezes salvar inocentes da morte. 🔍 Um Testemunho que Lança Luz sobre a Luta Interna da UNITA Essas revelações não são apenas uma curiosidade histórica. Elas são uma janela para as lutas internas, a política de medo e as rivalidades que marcaram os movimentos de libertação, especialmente a UNITA. A figura de Savimbi, frequentemente retratada como heróica ou demoníaca, ganha mais uma camada de complexidade. Ao desafiar ordens diretas e salvar vidas, Nunda colocou sua própria vida em risco. E isso precisa ser lembrado: nem todo militar obedece ordens cegamente. Alguns optam pela humanidade. ⚖️ Mas E as Ordens de Zé e João? Vamos Falar Delas Quando? Se hoje o general Nunda tem a coragem de admitir que houve ordens para matar, e que ele recusou cumpri-las, quando veremos outros líderes fazerem o mesmo? 🛑 O Jonas Savimbi já admitiu erros. E o Dr. Agostinho Neto?Em quase 50 anos, nunca houve um pedido de desculpas formal do MPLA pelos massacres do 27 de Maio, pela repressão aos opositores ou pela falência dos sonhos da independência. 🛑 E as ordens dadas por José Eduardo dos Santos durante décadas de corrupção, desaparecimentos e perseguições políticas?🛑 E João Lourenço, com sua “luta contra a corrupção” seletiva? Quantas famílias ainda hoje esperam por respostas sobre entes desaparecidos? Quantos cidadãos foram silenciados pela simples ousadia de pensar diferente? 🤐 Neto Nunca Admitiu Um Erro — E Isso Diz Muito É importante destacar que Savimbi, com todos os seus erros, já reconheceu publicamente suas falhas. Disse que errou. Que exagerou. Que se equivocou em algumas decisões. Mas Neto, o pai da Nação, jamais reconheceu qualquer erro.Nunca admitiu os excessos do seu governo. Nunca mencionou os abusos do sistema que criou. E até hoje o MPLA trata qualquer tentativa de revisão histórica como uma afronta. Por quê? Porque admitir falhas quebra o pedestal.E líderes em pedestais não aceitam críticas. 🧠 Ética Militar vs. Obediência Cega A lição que Nunda deixa é clara: nem tudo que é legal é justo. Em contextos de guerra, líderes devem escolher entre obedecer e pensar. Entre eliminar e proteger. Entre calar e falar. “Não executei, porque compreendia que eram apenas intrigas.”Essa frase deveria estar esculpida nos manuais de formação política e militar do país. 🔔 Para as Novas Gerações: Não Tenham Medo da Verdade A juventude angolana precisa saber que existe vida fora da propaganda.Que é possível servir a pátria sem servir a cegueira ideológica. O silêncio institucional sobre as ordens do passado não pode ser perpetuado.Enquanto o país pinta murais e celebra medalhas, a história real continua enterrada sob as bandeiras da conveniência. 📌 Conclusão: 50 Anos, Mas Ainda Longe da Maturidade Política A revelação do General Nunda deve ser comemorada como um gesto de coragem.Mas também deve servir de espelho para os líderes do presente, que continuam a esconder erros, manipular a narrativa e ignorar o sofrimento do povo. 🎯 Não é vergonhoso admitir erros. Vergonhoso é fingir que nunca os cometeu.🎯 Não é traição criticar a história. Traição é mentir para as próximas gerações. ✊ E você, leitor? 🗣 Acredita que Angola já está pronta para uma Comissão da Verdade?🗣 O que pensa sobre o silêncio dos líderes do passado?Comente, compartilhe, e ajude a construir uma Angola com memória, justiça e verdade.

JLO Atualidade

Formado, mas inútil se não fores da JMPLA?” – A dura realidade do fanatismo político em Angola

Um vídeo que circula nas redes sociais voltou a acender um debate profundo sobre o clientelismo político e o culto à militância em Angola.Nele, jovens militantes do MPLA afirmam, com todas as letras: “Podes até ser formado, mas se não fores da JMPLA, não vales nada.” A frase é um soco no estômago de milhares de jovens que estudam, lutam, sonham e esperam por oportunidades que nunca chegam — simplesmente porque não fazem parte de uma máquina partidária movida a bajulação e fanatismo. 🎭 Quando ser bajulador vale mais do que ser competente Em vez de investir em *mérito, competência e inovação, o sistema político angolano parece recompensar *quem grita mais alto nos comícios, quem bate mais palmas nos discursos, quem fecha os olhos para os erros e aplaude qualquer ordem — mesmo que injusta. Esse tipo de discurso reforça a ideia de que, para ter sucesso em Angola, é preciso alinhar-se politicamente — não por convicção ideológica, mas por pura sobrevivência social e profissional. 🎓 O diploma perdeu o valor? Para que serve estudar, se ao fim do curso, a única porta que se abre é a da militância?Quantos jovens formados em direito, engenharia, medicina ou informática estão hoje a vender no candongueiro, a emigrar ou a desistir? Porque no país onde nasceram e pagaram os seus estudos, são vistos como “invisíveis” se não vestirem a camisola partidária certa. 👥 Uma juventude dividida entre a coragem e o medo A juventude angolana está a ser dividida: Este fanatismo político é perigoso. Ele cria uma geração de autômatos, não de líderes.Destrói a confiança nas instituições, enfraquece o mérito e empobrece a democracia. 🛑 A crítica não é crime. É um direito! Questionar o poder não significa ser inimigo da pátria. Significa ser cidadão ativo. Quando um partido político se torna mais importante do que o país, a liberdade morre, o progresso trava e a esperança migra. Se as oportunidades só são dadas aos “leais”, e não aos capazes, Angola jamais será competitiva.A juventude precisa ser empoderada pela educação e mérito, e não pela obrigação de carregar bandeiras em troca de migalhas. 📢 Hora de dizer basta! É hora de abandonar o discurso: “Se não fores da JMPLA, não vales nada.” E substituí-lo por: “Se fores honesto, trabalhador, criativo e dedicado, tens valor — independente do partido.” O país é de todos. E as oportunidades também deveriam ser. 📌 E você? 🗣️ Já foste vítima de exclusão por não ser de nenhum partido?📢 Achas justo que a juventude tenha que escolher entre consciência e carreira?📣 Deixa tua opinião nos comentários e compartilha esse artigo com quem precisa acordar!

Governo recua Atualidade

Governo recua: Não haverá gastos de 20 milhões de dólares na compra de bandeiras, diz MAT

Por Redação | 09 de Abril de 2025 Nos últimos dias, Angola foi palco de uma verdadeira onda de indignação pública após circularem notícias sobre uma suposta intenção do Governo angolano de gastar 20 milhões de dólares norte-americanos na compra de bandeiras para celebrar os 50 anos da Independência Nacional. A revelação gerou revolta nas redes sociais e em vários meios de comunicação, sobretudo pela atual crise socioeconômica que o país enfrenta. Contudo, nesta terça-feira, o Ministério da Administração do Território (MAT) emitiu um comunicado oficial negando a informação e classificando como falsa a notícia da aquisição milionária de bandeiras. 📌 O que diz o Governo? No comunicado, o MAT explica que a ideia de adquirir bandeiras e outros símbolos nacionais foi apenas uma hipótese considerada durante a elaboração do Plano Anual de Contratação Pública do ministério. Segundo o órgão, tal proposta não encontrou respaldo orçamental, nem foi aprovada em nenhuma unidade responsável pelo orçamento público, o que inviabiliza automaticamente qualquer contratação neste sentido. Trechos importantes do comunicado: “Não tendo inscrição orçamental, não está previsto, nem irá ser desencadeado qualquer processo concursal para a aquisição de bandeiras da República no valor de USD 20 milhões.” “O MAT reitera o seu engajamento com uma gestão transparente e com uma execução de despesas racional, equilibrada e adequada ao actual momento da economia nacional.” 🧾 Contexto da polêmica A polémica ganhou força quando um levantamento do portal Club-K apontou que cada bandeira poderia ser adquirida por valores entre 1,20 e 3 dólares, o que gerou suspeitas de superfaturamento caso os 20 milhões realmente fossem usados. A comparação com o caso da Tanzânia, que em 2022 cancelou uma festa de independência e reverteu os fundos para obras sociais, também inflamou os ânimos da opinião pública angolana. As críticas focavam na incongruência entre o investimento simbólico e as necessidades reais e urgentes da população, como falta de medicamentos, escolas, energia elétrica e saneamento básico. 🔍 Análise crítica: Desmentido ou pressão popular? Embora o comunicado do MAT tente esclarecer a situação e tranquilizar a população, ficam no ar algumas questões legítimas: É importante destacar que o papel da imprensa e da sociedade civil foi fundamental para levantar o debate, pressionar por transparência e exigir responsabilidade com os gastos públicos. Sem essa reação, a possibilidade de aprovação da despesa poderia não ter sido descartada tão rapidamente. 🧭 Conclusão: Atenção redobrada e vigilância contínua O caso mostra que, em tempos de crise, não basta confiar na boa vontade dos gestores públicos. É preciso vigilância constante, exigência de prestação de contas e cobrança firme da população sobre como o dinheiro público é utilizado. O Governo negou que irá gastar 20 milhões em bandeiras — e isso é positivo. Mas o episódio reforça uma verdade cada vez mais clara para os angolanos: A Nação quer mais hospitais, menos simbolismos. Mais escolas, menos festas. Mais verdade, menos marketing. ✍️ Qual é a sua opinião? Você acredita no comunicado do Governo? Acha que houve recuo devido à pressão pública?Deixe o seu comentário abaixo e compartilhe este artigo com seus amigos para que o debate continue!

MuximaPlaza Atualidade

Herdeiro denuncia apropriação indevida e abandono da obra pela Prominvest

Carlos Ramos, herdeiro legítimo de parte da Herdade Muxima Plaza, veio a público para denunciar um caso grave de apropriação indevida de propriedade privada, promovido pela empresa Prominvest LDA, com a conivência do Governo Provincial de Luanda e o silêncio da Procuradoria Geral da República (PGR). A denúncia expõe não apenas o desrespeito ao direito à propriedade privada, mas também a falta de transparência, justiça e compensação por parte do Estado angolano em processos que deveriam estar amparados pela legalidade. ⚠️ Como começou o conflito? Em 2015, o Governo Provincial de Luanda autorizou a empresa Prominvest LDA a tomar posse da superfície onde hoje está localizada a Muxima Plaza, um terreno pertencente à família Ramos. A decisão foi tomada sem o consentimento ou sequer o conhecimento prévio dos herdeiros, contrariando princípios constitucionais como o da propriedade e da justa compensação. Um contrato de direito de superfície foi celebrado indevidamente, com uma cláusula de exploração por 60 anos. No entanto, até hoje, a Prominvest não realizou a obra conforme prometido, abandonando o projeto e deixando os herdeiros lesados. 📜 Expropriação que nunca existiu Em 2018, a Prominvest tentou justificar a apropriação do espaço alegando que a área seria objeto de expropriação por utilidade pública, conforme o artigo 37 da Constituição da República de Angola. Mas uma investigação realizada em novembro de 2023 comprovou que nunca houve uma expropriação formalizada. Ou seja: a Prominvest ocupou ilegalmente a herdade, com o aval do governo provincial, e ainda não foi responsabilizada pela apropriação indevida. 🏠 Moradia expropriada, sem compensação A situação é ainda mais dramática. Carlos Ramos revelou que sua residência permanente foi expropriada em nome do projeto e entregue a empresas estrangeiras e à Prominvest. Em tribunal, a empresa até chegou a indicar um valor de compensação, mas a juíza responsável não fixou nenhuma indenização, deixando a vítima sem teto e sem reparação. 🤷‍♂️ Silêncio do Estado e das autoridades O mais preocupante neste caso é o silêncio institucional: Carlos Ramos questiona: “Até que ponto um cidadão comum deve ser ignorado pelas instituições do Estado?” 🧭 Uma reflexão sobre o Estado de Direito em Angola Este caso levanta sérias preocupações sobre a forma como os interesses empresariais — principalmente de grandes grupos com apoio político — conseguem violar direitos básicos dos cidadãos angolanos, especialmente os mais vulneráveis. 🔍 A Constituição da República de Angola garante o direito à propriedade, bem como a obrigatoriedade de compensação justa em casos de expropriação por utilidade pública.⚖️ O que se vê neste caso é uma flagrante violação desses direitos, com o agravante de abuso de poder e omissão do sistema judicial. 📣 O que pode (e deve) ser feito? ✊ Conclusão: A terra é um direito, não um favor político Carlos Ramos não está a pedir um favor. Está a exigir justiça, transparência e respeito ao seu direito legal de propriedade. Está a lutar por aquilo que lhe pertence de forma legítima, contra um sistema que favorece os grandes e silencia os pequenos. Este é um caso que representa milhares de outros angolanos, cujos bens foram expropriados ou ocupados de forma abusiva. Que a voz de Carlos seja o início de uma mudança, e não mais um grito abafado pela impunidade.

Angola criou mais empregos Economia Emprego

Angola criou mais empregos em 2024? A declaração de Massano que divide opiniões

O Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, afirmou recentemente que 2024 foi o ano que mais gerou empregos formais em Angola nos últimos dez anos. A declaração foi feita durante a II edição do evento “Conversas Economia 100 Makas”, cujo tema foi: “Onde está e para onde vai a economia angolana?” Segundo Massano, 218 mil novos empregos formais foram registados em 2024, um aumento de 20% em relação a 2023, que havia registrado 182 mil novos postos de trabalho. Os dados, no entanto, referem-se apenas aos trabalhadores que contribuem para a Segurança Social, conforme informação do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). 📈 O que dizem os números? Massano destacou que esses números representam o maior crescimento do setor formal da economia nos últimos 10 anos, o que, segundo ele, mostra que o país está a dar passos consistentes na recuperação económica e no combate ao desemprego. Além disso, o governo diz estar a desenvolver mecanismos para disponibilizar estatísticas mensais sobre o emprego, o que pode melhorar a leitura do mercado de trabalho em tempo real. 📉 Mas… e o desemprego? Apesar do otimismo do ministro, os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) contam outra história. Segundo o INE, a taxa de desemprego em Angola no terceiro trimestre de 2024 manteve-se alarmante: 30,6%.Este dado reforça que, apesar do crescimento do emprego formal, a maioria dos angolanos continua fora do mercado de trabalho oficial, muitos vivendo na informalidade ou dependendo de biscates para sobreviver. Além disso, o crescimento acelerado da população angolana contribui para o desafio de absorver novos jovens no mercado de trabalho todos os anos. 🎯 Emprego formal x Realidade do povo A discrepância entre os dados do INSS e do INE levanta uma questão central:É possível comemorar o crescimento do emprego formal enquanto o desemprego atinge 1 em cada 3 angolanos? A resposta depende do ponto de vista: 🤔 O que está por trás da narrativa? A apresentação de dados positivos sobre emprego em ano pré-eleitoral pode ser usada como estratégia política, mas a população espera melhorias reais e sentidas no dia a dia: salários justos, estabilidade, oportunidades e dignidade no trabalho. Enquanto isso, cresce o número de angolanos que buscam alternativas fora do país ou se refugiam na economia informal, onde não há contrato, segurança, nem futuro garantido. 📌 E você, o que acha? 📢 Concorda com as declarações do ministro Massano?📉 Acredita que o governo está, de fato, a combater o desemprego?🗣️ Ou tudo isso é apenas um discurso bonito sem impacto real na vida da maioria? Deixe sua opinião nos comentários!Compartilhe este artigo e ajude a fomentar um debate sério sobre o futuro econômico de Angola.

Angola Gasta Milhões em Bandeiras, Enquanto Tanzânia Dá Exemplo de Gestão Pública Economia Política

Angola Gasta Milhões em Bandeiras, Enquanto Tanzânia Dá Exemplo de Gestão Pública

20 milhões de dólares em bandeiras. Isso mesmo. Angola vai gastar esse montante apenas na compra de 210 mil bandeiras para comemorar os 50 anos da independência. Enquanto isso, a Tanzânia, diante de uma situação semelhante em 2022, cancelou a festa e investiu o dinheiro em algo essencial: crianças com necessidades especiais. A comparação entre os dois governos revela muito sobre as prioridades políticas e a forma como os recursos públicos são utilizados. 🚩 210 mil bandeiras com cheiro de “micha”? Segundo o site Club-K, a compra das bandeiras por parte do governo angolano está a gerar grande revolta social e levanta suspeitas sérias de corrupção ou sobrepreço. Basta fazer as contas: Mas, o Estado pretende gastar 20 vezes mais. Fabricantes como a National Flag Manufacturer vendem por apenas 1,20 USD, e outra fornecedora, a Xiamen Novelty Flag Co., Ltd., oferece por 2,65 USD. Então, por que Angola vai gastar tanto? 🛑 Tanzânia: menos festa, mais dignidade A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, deu um verdadeiro exemplo de responsabilidade pública em 2022. Ela cancelou a festa de comemoração dos 61 anos da independência, que estava orçada em 445 mil dólares, e redirecionou todo o valor para construção de dormitórios para crianças com necessidades especiais em escolas primárias do país. Enquanto uns preferem tapetes vermelhos, discursos e fogos de artifício, outros pensam nas crianças invisíveis da sociedade. 🇦🇴 E Angola? Com crianças a estudar no chão, hospitais sem medicamentos, bairros sem água potável e a cólera a matar silenciosamente, o governo angolano acha razoável investir milhões… em bandeiras. O país contrai dívidas externas, enfrenta problemas estruturais profundos, mas prefere investir em símbolos e aparência, ao invés de cuidar das necessidades reais do povo. 📢 Hora de questionar: qual é a verdadeira independência? Será que vale a pena gastar tanto para “celebrar a independência” quando a maioria do povo ainda vive como se nunca tivesse sido libertado? A independência de verdade é garantir: Não é gastar 20 milhões de dólares em bandeiras, enquanto os hospitais não têm luvas ou seringas. 📌 E agora, cidadão? 🔴 O que você pensa sobre isso?🔴 Angola deveria seguir o exemplo da Tanzânia?🔴 Você acha justo gastar milhões em comemorações enquanto o povo passa fome?

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José Filomeno dos Santos Recebe de Volta Seus Passaportes

O Tribunal Supremo (TS) de Angola devolveu oficialmente, nesta quinta-feira (28/03), três passaportes a José Filomeno dos Santos, também conhecido como Zenu, filho do ex-presidente da República José Eduardo dos Santos. A restituição incluiu um passaporte ordinário e dois passaportes diplomáticos, gerando reações diversas na opinião pública. Zenu foi condenado em 2019 por envolvimento no escândalo que ficou conhecido como “Caso BNA”, em que foi acusado de desviar 500 milhões de dólares enquanto presidia o Fundo Soberano de Angola (FSA). O julgamento foi um marco histórico e considerado, na época, um passo importante no combate à corrupção no país. 🔁 O indulto presidencial Apesar da condenação, Zenu foi beneficiado por um indulto presidencial em janeiro de 2025, junto com outros 50 condenados. O decreto foi assinado pelo presidente João Lourenço, no contexto das celebrações do Natal, Ano Novo e os 50 anos da Independência Nacional. Com o indulto, Zenu foi libertado e agora, poucos meses depois, teve também seus documentos de viagem restituídos. A devolução dos passaportes ocorreu após comparecimento pessoal ao Tribunal Supremo. A informação foi confirmada em nota de imprensa da instituição e noticiada pela ANGOP. 📌 Por que isso gera tanta repercussão? A devolução dos passaportes – especialmente os diplomáticos – levanta questões sérias sobre justiça, igualdade e tratamento preferencial no sistema jurídico angolano. Muitos cidadãos se perguntam: A restituição de documentos oficiais a uma figura envolvida em um dos maiores escândalos financeiros do país é vista, por muitos, como um sinal de impunidade ou, no mínimo, de privilégios reservados a uma elite política e familiar. 🏛️ Justiça feita ou seletiva? O debate não gira apenas em torno de Zenu, mas sim do modelo de justiça que está a ser construído em Angola. De um lado, o governo afirma estar comprometido com o combate à corrupção. De outro, casos como este parecem contrariar o discurso oficial, reabilitando figuras ligadas a escândalos graves sem que haja plena reparação dos danos causados ao país. A devolução dos passaportes é legal, considerando o indulto. Mas é moralmente aceitável?É isso que divide opiniões e provoca debates acalorados nas redes sociais e nos círculos políticos. 📣 A pergunta que fica: Estamos diante de uma reconciliação nacional ou de mais um exemplo de que há dois pesos e duas medidas na justiça angolana? A história de José Filomeno dos Santos continua. E com ela, a esperança de muitos por um país onde a justiça não dependa de sobrenomes nem de conexões políticas. 💬 E você, o que pensa? Você acha que a devolução dos passaportes foi justa? Ou acredita que Zenu ainda deve contas ao povo angolano? Deixe seu comentário abaixo, compartilhe este artigo com amigos e participe do debate.