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Formado, mas inútil se não fores da JMPLA?” – A dura realidade do fanatismo político em Angola

JLO

Um vídeo que circula nas redes sociais voltou a acender um debate profundo sobre o clientelismo político e o culto à militância em Angola.
Nele, jovens militantes do MPLA afirmam, com todas as letras:

“Podes até ser formado, mas se não fores da JMPLA, não vales nada.”

A frase é um soco no estômago de milhares de jovens que estudam, lutam, sonham e esperam por oportunidades que nunca chegam — simplesmente porque não fazem parte de uma máquina partidária movida a bajulação e fanatismo.


🎭 Quando ser bajulador vale mais do que ser competente

Em vez de investir em *mérito, competência e inovação, o sistema político angolano parece recompensar *quem grita mais alto nos comícios, quem bate mais palmas nos discursos, quem fecha os olhos para os erros e aplaude qualquer ordem — mesmo que injusta.

Esse tipo de discurso reforça a ideia de que, para ter sucesso em Angola, é preciso alinhar-se politicamente — não por convicção ideológica, mas por pura sobrevivência social e profissional.


🎓 O diploma perdeu o valor?

Para que serve estudar, se ao fim do curso, a única porta que se abre é a da militância?
Quantos jovens formados em direito, engenharia, medicina ou informática estão hoje a vender no candongueiro, a emigrar ou a desistir?

Porque no país onde nasceram e pagaram os seus estudos, são vistos como “invisíveis” se não vestirem a camisola partidária certa.


👥 Uma juventude dividida entre a coragem e o medo

A juventude angolana está a ser dividida:

  • De um lado, os militantes protegidos, bajuladores profissionais, que recebem cargos, viagens e visibilidade.
  • Do outro, os jovens livres, conscientes, críticos, que por não seguirem o coro da propaganda, são excluídos, perseguidos ou silenciados.

Este fanatismo político é perigoso. Ele cria uma geração de autômatos, não de líderes.
Destrói a confiança nas instituições, enfraquece o mérito e empobrece a democracia.


🛑 A crítica não é crime. É um direito!

Questionar o poder não significa ser inimigo da pátria. Significa ser cidadão ativo.

Quando um partido político se torna mais importante do que o país, a liberdade morre, o progresso trava e a esperança migra.

Se as oportunidades só são dadas aos “leais”, e não aos capazes, Angola jamais será competitiva.
A juventude precisa ser empoderada pela educação e mérito, e não pela obrigação de carregar bandeiras em troca de migalhas.


📢 Hora de dizer basta!

É hora de abandonar o discurso:

“Se não fores da JMPLA, não vales nada.”

E substituí-lo por:

“Se fores honesto, trabalhador, criativo e dedicado, tens valor — independente do partido.”

O país é de todos. E as oportunidades também deveriam ser.


📌 E você?

🗣️ Já foste vítima de exclusão por não ser de nenhum partido?
📢 Achas justo que a juventude tenha que escolher entre consciência e carreira?
📣 Deixa tua opinião nos comentários e compartilha esse artigo com quem precisa acordar!

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